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domingo, 5 de setembro de 2010
Brinquedos e seus significados
Durante muito tempo a criança era vista como um pequeno adulto, não se tinha a visão da infância, dos momentos e fases que as crianças vivenciavam na sua formação, na sua construção como ser humano. O brincar é fundamental para um desenvolvimento psicomotor e social saudável. Muitas são as escolas que excluem muito cedo esses momentos tão importantes ou oferecem somente uma brincadeira dirigida com alguma intenção pedagógica. No mundo atual onde o consumismo e a explosão de possibilidades invade a realidade de nossas crianças, essas não conseguem desenvolver com os seus brinquedos um significado. Vivemos em um mundo onde ter é o mais importante. No mês das crianças muitas irão receber de seus pais, mais um brinquedo, talvez o mais caro, ou aquele que saiu no comercial de televisão como lançamento.
Mas por que será que nós compramos, entregamos o presente em um ritual e logo depois aqueles pequeninos já não ligam mais para o objeto tão desejado? Porque será que o quarto muita das vezes está repleto de coleção de carrinhos e bonecas, e nós não vemos nossos filhos viajarem na fantasia como nós fazíamos na nossa infância? Porque a quantidade de brinquedos adquiridos hoje é muito maior do que nas décadas passadas, afinal esse mercado infantil cresceu e muito.
Antigamente existia tempo para nos apegarmos a uma boneca e fazer dela a favorita, escolher aquele carrinho como o mais veloz e o qual não gostaríamos de perder. Os nossos brinquedos tinham um significado, havia uma relação com eles… Eles representaram uma época de nossas vidas. Hoje estamos oferecendo demasiadamente às nossas crianças, talvez para nos livrarmos da culpa de não termos tempo ou vontade de brincar com nossos filhos.
Pense nisso, o mais importante não é o trenzinho que anda veloz nos trilhos no meio da sua sala de estar, ou o videogame que hipnotiza seu filho horas a fio. Mas o que você deveria oferecer como presente é o seu tempo para compartilhar com o seu filho, a verdadeira brincadeira. Ele não precisa do brinquedo mais caro, mas ele precisa da sua atenção.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A CRIANÇA E SUA CAPACIDADE DE INFLUENCIAR
Qual a capacidade de influenciar de uma criança? Eis uma questão para refletirmos. A primeira vista pensamos que a criança é um ser totalmente influenciável e frágil. Mas nós que lidamos com os pequeninos temos ouvidos e olhos apurados para observar suas ações e reações no dia-a-dia. Não é raro estarmos em uma loja, supermercado ou restaurante e ouvirmos: “Eu quero!” , “ Me dá!”, “ Tem que ser agora!” , tudo isso acompanhado de gritos, choros, caras e bocas!
Não é preciso dizer que isso acontece porque muitas vezes os pais não têm domínio sobre o comportamento dos filhos. Mas trataremos aqui de outro aspecto: por que as crianças recorrem com tanta frequência a recursos que façam valer sua opinião e contagiar os que estão a sua volta? E a resposta é simples: porque já aprenderem desde bebês que funciona e habitualmente conseguem com facilidade o que querem.
Se analisarmos, podemos perceber que com o passar do tempo o poder de influência das crianças nas decisões familiares têm aumentado visivelmente. Segundo pesquisas recentes, a criança tem uma grande participação na tomada de decisão nas compras de supermercado, vestuário e até na escolha do modelo de automóvel adquirido pela família. Mas porque isso acontece? Porque os pais muitas vezes carregam consigo uma culpa de não ter como dedicar ao filho o tempo devido e para compensar essa falta permitem uma inversão de valores em que o filho decide, opta e os pais acatam, se esmerando ao máximo para atender prontamente todos os pedidos.
Bom, até aqui falamos sobre a capacidade da criança influenciar mostrando os pontos negativos. Mas como sempre, temos o outro lado da história: sabemos que a melhor maneira de difundir hábitos positivos na sociedade é através de uma educação consciente na infância. Por isso as escolas, com um trabalho pedagógico sério, tem uma grande preocupação em ensiná-las a terem hábitos alimentares saudáveis, reciclar o lixo, preservar a natureza, economizar água, ir ao teatro, ler livros, etc...
Essa estratégia é usada porque a criança não apresenta resistência à mudanças, é fiel aquilo que acredita ser certo e é uma grande difusora de seus ideais e de seus hábitos, ou seja, são excelentes formadoras de opinião.
Sabendo disso, entendemos que o Senhor Jesus confiou em nossos mãos tesouros preciosos, extremamente capazes, que podem ser muito eficientes na propagação do evangelho, auxiliares até mesmo na conversão da família, cabe a nós somente pedirmos inspiração ao Espírito Santo para que saibamos direcioná-las para serem crianças de Deus e consequentemente multiplicadoras da fé cristã.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Coração de Criança
"Ser criança é acreditar que tudo é possível.
É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco
É se tornar gigante diante de gigantescos pequenos obstáculos
Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles.
É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar.
Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.
Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."
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